Não há esporte como o ciclismo! A história de Fiorenzo Magni.

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Giro d’Italia de 1956. Na 12ª etapa, entre Grosseto e Livorno, Fiorenzo Magni, um corredor veterano em seu último ano de carreira, sofre uma queda na saída de Volterra e fratura a clavícula esquerda. Após a corrida, no hospital, disseram que ele deveria ser engessado e desistir do resto do Giro1.

Lorenzo pediu que apenas colocassem um suporte, e largou na etapa seguinte, de Livorno a Lucca. Como não tinha forças para segurar o guidão com sua mão, seu mecânico cortou um pedaço de câmara de pneu para prendê-lo. E Magni o segurou com a boca por toda a etapa.
Três etapas depois, entre Bologna e Rapallo, Magni sofre outra queda – caindo sobre seu braço ruim e fraturando, de lambuja, o úmero. Com a dor, ele desmaiou e foi levado ao hospital. Na ambulância, retomou os sentidos e mandou que parassem imediatamente, porque precisava voltar para a corrida (quem não termina uma etapa é automaticamente eliminado das seguintes). Ele voltou e concluiu a etapa.

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Na 20ª etapa, a neve caía incessantemente e 60 atletas viram-se obrigados a abandonar a prova, incluindo o então líder, detentor da Maglia Rosa. Magni continuou e poucos dias depois terminou seu último Giro no 2º lugar na classificação geral. Concluída a prova, engessarem-lhe o braço. E no mesmo dia ele cortou o gesso para poder voltar a treinar.

Essa história, assim como tantas outras de momentos verdadeiramente épicos e inacreditáveis, é contada e recontada incessantemente pelos amantes do esporte. O ciclismo de estrada, talvez mais do que qualquer outro, vive em permanente reverência ao passado e à historia com uma grande carga de valor colocada sobre o respeito à tradição e às lendas. Um ciclista de talento da atualidade será sempre medido pelo que conquistou em relação a seus antepassados. E as provas que importam – as Grandes Voltas, os Monumentos2, e poucas outras – são aquelas que acumulam décadas e décadas de feitos heroicos.

 

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